




Portuguese PM mulls offer to become next EU commission president: reports
Portugal's Barroso Mooted as Next EU Commission President
8:40pm (UK)
Portugal's Barroso Mooted as Next EU Commission President
Irish Prime Minister Bertie Ahern said today he was confident that he had found the right candidate to become the next president of the European Commission.
News reports in Portugal claimed that the candidate was Prime Minister Jose Durao Barroso, and that the Portuguese leader had accepted the job.
Ahern said today only that he had someone to fill the position being vacated by current Commission President Romano Prodi, whose term ends on October 31.
He did not identify the candidate but reports from Portugal, quoting unnamed sources said it was Durao Barroso. They said that Durao Barroso met with Portuguese president Jorge Sampaio for several hours this afternoon but then left without making a statement.
Ahern said he expected the candidate to be accepted as Prodi’s successor at a special EU leaders summit to be held on Tuesday in Brussels.
Ahern said his candidate would be acceptable to all.
“I have last night talked to about half my colleagues. In the next hour I hope to be talking to President Chirac of France and Chancellor Schroeder of Germany,” he said.
An EU leaders summit in Brussels last week failed to reach agreement on a successor to Prodi. France and Germany’s preferred candidate, Belgian Prime Minister Guy Verhofstadt, was rejected as was Britain’s Chris Patten, the EU’s external relations commissioner.
Durao Barroso and Spain’s Javier Solana since have been considered top contenders.


Auto-estima
Fantasia, conjectura, propaganda, possibilidade? Ninguém sabe ao certo. De qualquer maneira, a imprensa indígena continua a discutir com entusiasmo a putativa escolha do primeiro-ministro para presidente da Comissão Europeia.
É interessante verificar as presunções de que toda a gente, ou quase toda a gente, parte.
Em primeiro lugar, nem sequer se discute que a escolha está feita. Quem não trocaria o «horror» da política portuguesa pela grande política de Bruxelas? Que bom treinador de futebol hesitaria um instante que fosse entre «o Alverca e o Manchester United»? Que terrível decisão para o dr. Barroso, agora «cruelmente» dividido entre uma brilhantíssima carreira e os pequenos problemas de um país mesquinho. Há vozes generosas que lhe dizem: «Vá, vá. Amigo não empata amigo. Aproveite a oportunidade. Nós cá nos arranjamos. Veja lá o Guterres, se ele não anda triste.» E há os desconfiados, que não conseguem acreditar em tanta sorte ou a quem a coisa cheira a propaganda. Mas só um ou dois «velhos do Restelo» não concordam que a vertiginosa ascensão de Barroso aos píncaros seria para Portugal uma honra insigne. Pensem bem: um português, nosso, completamente nosso, a «mandar» na «Europa». Que felicidade. E, ainda por cima, além da honra, ficávamos com uma «cunha». Nesta matéria, a esperteza nacional nunca duvida: se ele (o Barroso) não nos puder dar uns tostões por cima da mesa, dá por baixo da mesa. Claro que dá.
Não imagino que espécie de conclusão o prof. Marcelo vai tirar deste extraordinário espectáculo de «auto-estima». Para certas pessoas, certamente mal-formadas, o primeiro-ministro devia ter publicado a semana passada o seguinte comunicado: «Não me ocorreu em momento algum abandonar as responsabilidades que livremente tomei. Por respeito pelos portugueses, pela democracia e por mim próprio.»
Sábado,26 de Junho de 2004 - DN
Vasco Pulido Valente